Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 serão adiados em um ano diante da pandemia do novo coronavírus. O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, entrou em contato por telefone com o presidente do COI, o alemão Thomas Bach, e fez o pedido pra que a competição aconteça um ano após a data original, que é 24 de julho. No entanto, essa nova data ainda não está confirmada e isso reflete no universo dos atletas.

Em Ponta Grossa, existem alguns atletas que estão na corrida por uma vaga olímpica e paralímpica para Tóquio. O ciclista de estrada, Maurício Kapp, de 29 anos, que já teve dez convocações para a seleção brasileira, além de já ter participado de campeonatos Sul-Americanos, Pan-Americanos, Mundiais e Voltas Ciclísticas, disse que o adiamento veio na hora certa.

“Sem dúvida foi uma medida de proteção. Claro que prejudica tudo, mas enquanto não passar a pandemia, não dá para fazer nada. Além disso, espero que haja mais provas qualificatórias”, disse o ciclista que depois de competir por Ribeirão Preto, está voltando a Ponta Grossa.

Já a equipe da Associação Ponta-Grossense de Esportes para Deficientes (APEDEF), conta com 22 paratletas, destes três estavam buscando índice para as Olimpíadas no Japão. São eles Trajano Neto e Rodrigo Lopes, que tentam a vaga para o arremesso de peso, além de Tiago de Souza, que busca o índice na prova dos 1500 metros.

“A pandemia do coronavírus atrapalhou todos os nossos objetivos nesse ano. O adiamento dos Jogos Olímpicos foi acertado com certeza, porque agora não podemos treinar e competir. Esperamos que as coisas voltem a normal o mais rápido possível”, disse Trajano, que perdeu a visão há seis anos. Ele estava treinando para entrar na seletiva nacional, de olho em Tóquio. Para isso precisaria bater a marca de 9, 28 metros.

Fonte: DiáriodosCampos

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