Leandro Niehues chega no Onésio Brasileiro Alvarenga com contrato firmado até o final da temporada. Aos 42 anos, ele recebe sua principal oportunidade na carreira como técnico. Ele começou nas categorias de base do Atlético Paranaense e chegou a comandar na condição de interino algumas partidas do time principal.

Corinthians-PR, Arapongas, Cianorte, Inter de Lages, Luverdense e Volta Redonda são algumas das equipe já comandadas por Niehues, que por último estava comandando o Rio Branco de Paranaguá.

Seu grande trabalho como técnico foi no J. Malucelli em 2009, quando a sua equipe terminou na 2ª posição no Campeonato Paranaense.

No Vila Nova Futebol Clube, Leandro Niehues terá dois auxiliares na sua comissão técnica. Cuca que acompanha o treinador nos últimos anos e Rogério Mancini que comandou a equipe colorada nos últimos jogos.

Na tarde desta sexta-feira (13), aconteceu a apresentação do novo comandante colorado, que deixou claro na sua primeira entrevista coletiva que já se sente em casa. “Eu cheguei e fui muito bem recebido. O futebol é um ambiente desgastante, você convive as vezes mais com os companheiros de trabalho do que com a família. Então você chega e o porteiro te deseja um bom dia, você passa pela cozinha, o pessoal do registro, enfim isso de maneira geral já é gratificante”.

Durante a conversa com a imprensa no Onésio Brasileiro Alvarenga, Leandro Niehues falou sobre vários assuntos:

Vitória diante da Luverdense

– Foi um primeiro tempo dos sonhos. Quem trabalha com futebol sempre quer, mas nunca ninguém imagina e vai para um jogo pensando que vai fazer quatro gols no primeiro tempo, ainda mais enfrentando uma equipe que sempre foi muito defensiva.

Ex-Técnico

– O Rogério Mancini é o auxiliar técnico permanente do clube e isso é interessante porque os grandes clubes não ficam reféns das situações que surgem no futebol. Essa situação que ele está passando, eu já vivi no Atlético Paranaense, ele faz muito bem o seu papel e de agora em diante ele segue comando conosco.

Elenco colorado

– Trabalhei diretamente com o Robston e o goleiro Edson no Atlético Paranaense, eu era o auxiliar técnico e nós convivíamos o dia a dia. Teve um período que eu assumi a equipe principal, com eles no grupo. Já os demais eu conheço do mercado do futebol”.

Esquema tático

– Antes da nomenclatura do esquema tático, eu penso na função que o atleta vai desenvolver em campo. Mais do que números é a ocupação de espaços. Para se defender tem que estar muito bem organizado, e você não pode tirar a liberdade do jogador para atacar, e dentro desta organização é preciso liberdade para o jogador criar.

Referências na profissão

– Tem a referência tática, a referência como ser humano, da maneira como lida. Tem o Tite, eu gosto muito da maneira direta do Murici, eu acho as vezes que ele tem até que dar uma segurada por que as vezes é um pouco nervoso. A maneira como o Luiz Felipe tratava os jogadores. Enfim, não tenho uma referência como única e por isso a resposta é mais ampla.

Objetivos

– O momento é o Campeonato Goiano, logico com essa questão da Copa Verde, mas intercalando. No estadual é a conquista. Já no Brasileiro da Série B que é mais a frente, aí é uma outra conversa, um planejamento é diferente com um campeonato longo e desgastante. Na Série B é ano de afirmação para o Vila.

Técnico linha dura

“Eu sempre olho no olhou e procuro respeita o ser humano. Nunca vou desrespeitar, o ser humano. A gente pode cobrar profissionalmente até porque todos tempos o mesmo objetivo. Um dos grandes treinadores campeões no Brasil é o Bernardinho, e quem milita na crônica sabe qual a linha dele, na hora que a bola sobe ele se transformar, mas as pessoas gostam dele porque ele sempre está exigindo o máximo e nós no futebol a mesma coisa”.

A estreia de Leandro Niehues será na partida contra o Itumbiara, no domingo (13), as 16 horas no Estádio Serra Dourada pela 10ª Rodada do Campeonato Goiano.

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