O Atlético Paranaense confirmou que vive má fase dentro de campo no início em 2016. Nessa quinta-feira (dia 3), teve péssimo desempenho na partida contra o Foz e empatou em 1 a 1. O jogo era válido pela 6ª rodada do Campeonato Paranaense – foi adiado a pedido do clube da capital. Agora, após sete rodadas disputadas, o Furacão é o 3º colocado, com 12 pontos, atrás do Paraná (18 pontos) e do J.Malucelli (16). O Foz é o 5º, com 10 pontos.

Nos últimos cinco jogos, o Atlético só conseguiu uma vitória (1 a 0 no Criciúma). Fora isso, perdeu para o Paraná e empatou com Cascavel, J.Malucelli e Foz. Além dos resultados negativos, o time apresentou defeitos graves nessas quatro partidas. O time vive uma fase de declínio: foi bem nos quatro primeiros jogos do ano e despencou em seguida.

Contra o Foz, o Atlético foi um time desorganizado na defesa, no meio e no ataque. Os jogadores até se esforçaram e lutaram, mas tentaram resolver na base do improviso. O jogo foi equilibrado, com boas chances para os dois times.

O empate é o segundo tropeço do Atlético contra esse “adversário político”. Em 2015, o Foz e o Furacão ficaram em lados opostos na eleição para a Federação Paranaense de Futebol. O episódio provocou retaliações. No ano passado, o clube do Interior venceu por 1 a 0 na Arena.

Agora, nessa semana, o Atlético não permitiu o treino de véspera do Foz na Arena, para que fizesse um reconhecimento da grama sintética.

O técnico Cristóvão Borges completou 20 jogos no comando do Atlético, com 9 vitórias, 7 empates e 4 derrotas.

Na partida, o Atlético não tinha Weverton e Vinícius, suspensos. Santos e Nikão entraram nessas vagas. Outra mudança, por opção do técnico, foi a entrada de Léo no lugar de Eduardo. O esquema tático era o 4-2-3-1, com a linha de três meias ofensivos com Nikão, Anderson Lopes e Sidcley.

O Foz não tinha quatro jogadores. Entre eles, o volante Cícero, destaque do time em 2016.

O primeiro tempo teve o Atlético com maior posse de bola e tentando pressionar o adversário. Os dribles e chutes de Anderson Lopes foram as poucas armas que funcionaram nesse período. O Foz mostrou organização na defesa e levou perigo em quatro contra-ataques.

A torcida começou as vaias já aos 19 minutos. Pressionado, Cristóvão Borges mudou o time já aos 37 minutos. Nikão saiu e entrou o centroavante André Lima. O time mudou para o 4-4-2.

No intervalo, o treinador fez mais duas substituições: saíram Léo e Roberto. E entraram o lateral-direito Eduardo e o meia-atacante Marco Damasceno. Com isso, Sidcley passou para a lateral-esquerda.

O time ficou no 4-3-3, com Walter e Anderson Lopes nas pontas (e André Lima de centroavante). Damasceno era o meia centralizado. O jogo ficou aberto, com o Atlético atuando na base de velocidade e jogadas individuais. E com o Foz contra-atacando com perigo.

O Atlético abriu o placar com a ajuda do goleiro adversário. Aos 13 minutos, Deivid chutou de longe e Nei “engoliu o frango”. Mas o Foz empatou dois minutos depois. Após cobrança de falta, Safirinha cabeceou no canto e empatou em 1 a 1.

Aos 23, lance polêmico. André Lima disputou com o zagueiro, caiu na área e pediu pênalti. O árbitro não marcou.

Aos 40, Daniel Baloi foi expulso e deixou o Foz com um jogador a menos. O Atlético aumentou a pressão nos minutos finais, mas não conseguiu a vitória.

 

ATLÉTICO-PR 1 x 1 FOZ
Atlético: Santos; Léo (Eduardo), Vilches, Paulo André e Roberto (Marco Damasceno); Deivid, Otávio, Nikão (André Lima), Sidcley, Anderson Lopes, Walter. Técnico: Cristóvão Borges
Foz: Nei; Daniel Baloi, Hebert, Luiz Mantovani e Chilavert; Roberto, Adrian, Safira (Baiano) e Bruno Flores; Marcelo (Laécio) e Safirinha (Alcindo). Técnico: Ivan Carlos
Gols: Deivid (13-2º), Safirinha (15-2º),
Expulsões: Daniel Baloi (40-2º)
Cartões amarelos: Chilavert, Safira, Adrian, Nei (F). Paulo André (A).
Árbitro: Nilo Neves de Souza Jr.
Público: 8.677 pagantes
Local: Arena

 

Fonte: BemParaná

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