Se apresentou ontem, em Teresópolis, no Rio de Janeiro, o grupo de 23 jogadores convocados para um período de uma semana de treinamentos da Seleção Brasileira Sub-20, como parte da preparação para o Sul-Americano da categoria que será realizado em 2017 valendo vaga para o Mundial da Coreia do Sul no mesmo ano.
Entre os convocados pelo técnico Rogério Micale, dois paranaenses que começaram juntos, ainda pequeninos: o zagueiro Henrique, do Florianópolis, nascido em Umuarama, e o meia João Pedro, do Atlético-MG, nascido em Terra Roxa.
Ambos tem 19 anos, são vistos por suas equipes como futuros craques e alimentam a expectativa de, a partir de agora, se firmar de vez entre os profissionais para impulsionar uma carreira vitoriosa.
Preparação
O grupo permanece até o dia 17 na Granja Comary, para um período intensivo com a comissão técnica da Seleção Sub-20. Deste grupo deve sair a base que será utilizada no Torneio de Suwon, uma competição amistosa que será disputada em maio na Coreia do Sul, com participação também da França, do Japão e da seleção dos donos da casa.

 
Henrique, a jóia do Figueirense

Umuarama – Apenas recentemente ele começou a ser utilizado na equipe profissional, mas o zagueiro Henrique é tratado como uma jóia a ser lapidada, com potencial para chegar à Seleção Brasileira principal.
Tratado com carinho pelo clube e pela torcida, depois de se destacar na equipe alvinegra que disputou a Copa São Paulo desse ano e agora com a convocação para a Seleção Sub-20, Henrique tem tudo para firmar de vez na zaga titular do Figueira, clube onde teve a oportunidade de mostrar o seu trabalho.
Mas tudo começou muito cedo pra ele, já aos 7 anos, dando os primeiros chutes no projeto Fair Play do professor Hamilton Ruiz Garcia. Franzino, canhoto e com uma percepção de jogo diferenciada, o menino logo assumiu a posição de titular de fixo do time de futsal destaque da região.
“Era alto para idade, forte, chutava forte e tinha um passe afinado. Se antecipava às jogadas. Era extremamente competitivo, algo raro para a idade”, lembra Hamilton.
O treinador lembra que Henrique sempre jogou com garotos de categorias acima. Aos 7 jogava entre os meninos de 9 anos, aos 9 com os jogadores de 11 e aos 11 dividia firme com atletas de 13 anos.
“Aos 14 ele ganhou bolsa de estudos e foi para Cianorte. Naquele ano, entrou para a Seleção Paranaense. No mesmo ano foi para a Escolinha de Futebol de Campo do Comercial, em Terra Roxa. De lá choveram convites. Pita e Eugênio Rossato, os responsáveis pelo time, não puderam segurá-lo, nem deveriam”, observa Hamilton..
Um empresário de futebol o levou para o Atlético-PR. Lá Henrique se contundiu e não conseguiu ficar. Aos 14 anos o mesmo empresário o apresentou ao Figueirense. O garoto mostrou bom futebol, personalidade e ficou.
Em apenas quatro anos ganhou espaço até que, no ano passado, passou a entrar em partidas de competições nacionais. Este ano, como resultado do seu bom desempenho na Copinha, o técnico Vinícius Eutrópio o puxou para o time profissional.
Mais recentemente, em partidas da Primeira Liga (Copa Rio/Sul/Minas), Henrique acabou ganhando mais visibilidade. O grande momento foi o jogo contra o Atlético-MG, quando neutralizou o habilidoso atacante Luan.
Potencial Henrique mostrou que tem de sobra agora, o que todos desejam, é vê-lo crescer também com a amarelinha. Conforme seus treinadores, se depender da disciplina, inteligência e vontade de vencer, é questão de tempo para a estrela umuaramense brilhar na seleção mais vencedora da história do futebol mundial. (Cleverson Zanquetti)

 

 

 

João Pedro, pronto para brilhar

Umuarama – João Pedro também começou no futsal e aos 7 anos, mesmo morando em Terra Roxa, já defendia a conhecida Escolinha de Futsal da Eucatur, em Cascavel, por onde disputou o seu primeiro Campeonato Paranaense, pela categoria Fraldinha.
Depois disso não parou mais. Foram muitas as competições de base, inclusive um Paranaense pelo projeto Fair Play, do professor Hamilton Garcia, em Umuarama, já aos 13 anos de idade, jogando na mesma equipe que Henrique, com quem se reencontra agora na Seleção.
Ainda aos 13 anos, em 2010, com o apoio do pai, José Gomes `Pita` da Silva, João Pedro trocou a quadra pelo gramado, sendo aceito no Atlético-PR, onde está até hoje, escalando com brilho todas as etapas da base. Foi dele, por exemplo, o gol da vitória sobre o Trieste na final do Campeonato Paranaense Sub-17 em 2014, por exemplo.
Meia atacante canhoto, com um futebol que o pai compara ao de Lucas Lima, João Pedro subiu para os profissionais do Furacão no Estadual do ano passado, estreando na goleada por 5 a 0 sobre o Nacional. Também em 2015 defendeu o Guaratinguetá, na Série C do Campeonato Brasileiro.
Pelo Atlético-PR, conquistou torneios importantes nas categorias menores em Barbados, na Bélgica e na Holanda. Como profissional, em fevereiro deste ano, esteve com a equipe rubro-negra na Índia, na conquista do vice-campeonato do Sait Nagjee International Football Tournament.
Analisando o filho como um meia atacante que sabe fazer o time jogar, mas que também tem chegada forte na frente e que gosta de fazer gols, o pai de João Pedro acredita que ele tem potencial para se firmar no grupo da Seleção, o que o ajudaria a se firmar no clube, mas também abrindo as portas inclusive para jogar no exterior.
Na opinião do pai, “a convocação para a Seleção Sub-20 representa uma experiência fantástica e um diferencial para a carreira e para a vida do João Pedro”. Pita acredita também que este impulso vai abrir o leque de oportunidades para o garoto.
“Agora está chegando o Paulo Autuori, o novo técnico, e ele deve ser avaliado. Mas se não pintar a possibilidade de jogar no Atlético outros contatos já estão sendo feitos”. Pita não descarta inclusive uma transferência para o futebol europeu.

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