“Ainda tenho muita lenha para queimar”. A afirmação é do atacante Vandinho, um dos destaques da campanha do vice-líder J. Malucelli no Campeonato Paranaense. Vice-artilheiro da competição, com sete gols – um a menos do que Kléber, do Coritiba –, o atleta de 29 anos garante que o Jotinha vai brigar pelo título estadual e revela o sonho de voltar a defender o Paraná, clube onde surgiu para o futebol.

“Eu tenho esse sonho sim. Estou jovem, em uma fase muito boa, respeito todos os times da cidade e se surgir algo e for bom para o J. Malucelli também, a gente vai conversar”, diz Vandinho, que elogia a equipe comandada por Claudinei Oliveira, sem, no entanto, temê-la. “O Paraná trouxe atletas que encaixaram bem. O time marca muito e sabe jogar feio quando precisa. Mas, nas partidas eliminatórias, a gente pode surpreender”, confia.

Além de Vandinho, o Jotinha conta em seu elenco com outros jogadores experientes, como o zagueiro Leandro Silva, o lateral-esquerdo Eltinho, o volante Luiz Camargo e o meia Dinélson, todos com passagem pelo Trio de Ferro. Panorama que, para o camisa nove, torna a equipe do Barigui difícil de ser batida. “A gente quer a vaga para a Série D e, depois, o título. Como time é experiente, não sente a pressão dos clássicos”, assegura.

Em 2015, o jogador defendeu o Skovde, da primeira divisão da Suécia. Vandinho valoriza a experiência europeia, mas explica que o frio e a neve do inverno nórdico dificultaram um período maior no clube. Disposto a retornar para o Brasil, viu no interesse do Jotinha a oportunidade ideal. Além da boa estrutura oferecida pelo clube, a presença do técnico Ary Marques no banco de reservas facilitou a negociação.

“O Ary foi muito importante para mim. Trabalhamos juntos na equipe júnior do Paraná, em uma fase muito boa minha. Ele sabe onde gosto de jogar, meu estilo de jogo, e agradeço muito a ele por me dar essa chance”, confessa o camisa nove.

Andarilho da bola

Após surgir com destaque na base do Paraná, Vandinho rodou por São Paulo, Avaí, Flamengo, Sport, São Caetano sem, no entanto, se firmar em uma grande equipe brasileira. Ele admite que a juventude e fatores extracampo dificultaram a carreira.

“As coisas aconteceram muito cedo para mim. Nunca tive uma base boa por trás, tive de resolver tudo sozinho. Quando você é novo, acaba gastando mais, trocando de carro”, diz o jogador, que hoje leva uma pacata vida familiar ao lado da esposa e do filho.

“No Paraná eu subi muito cedo, com 17 anos, já fiz um gol na Série A. Tive muita felicidade no Avaí, onde fiquei três anos e marquei mais de cinquenta gols. Dei uma casa para minha mãe e tenho tudo graças ao futebol”, conta o atleta, que atuou ainda por equipes da Rússia e Catar.

Hoje, ele aconselha os mais jovens. “Dou dicas de investimento, para não gastar com carro ou na noite. Investir em casas e terrenos, porque a vida de atleta é curta”.

Fonte: GazetadoPovo

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