Time misto na decisão

A 19 dias de estrear no Campeonato Brasileiro da Série B, o Londrina vai priorizar nas próximas três semanas a preparação para iniciar a sua principal competição na temporada. Em razão disso, o clube usará uma equipe alternativa para os dois jogos contra o Cianorte pela final do interior do Paranaense.

No ano passado, o LEC decidiu usar força máxima nos duelos com o PSTC – o Tubarão ficou com o título nos pênaltis – e, além de desgastar fisicamente o time para o início da Série B, viu o zagueiro Luizão, titular absoluto naquele momento, sofrer uma lesão no ombro que o retirou de ação durante boa parte do Brasileiro.

“Não podemos cometer os mesmos erros. Temos vários jogadores chegando e que, provavelmente, serão titulares e por isso precisam ser integrados à equipe. Não dá para treinar uma equipe duas semanas priorizando a final do interior e deixar o início da Série B, nossa grande meta no ano”, afirmou o técnico Claudio Tencati. “Temos um elenco grande e podemos formar uma equipe alternativa”.

O pensamento do treinador vai ao encontro da ideia da direção alviceleste. O clube entende também que a final do interior servirá para que vários jogadores com poucas chances na temporada até aqui possam buscar seu espaço no elenco para o Brasileiro. O Londrina venceu três vezes o título do interior: 2013, 2015 e 2016.

Cianorte
Apesar de ter ficado fora da final do Paranaense, o Cianorte comemora a boa campanha no Estadual, que lhe garantiu para 2018 uma vaga na Copa do Brasil e no Brasileiro da Série D. Logo no retorno à primeira divisão, a equipe do Noroeste surpreendeu e terminou com a terceira colocação. Na primeira fase, em que terminou em terceiro lugar, o Leão do Vale derrotou o Tubarão por 1 a 0 no Estádio do Café.

“O balanço é muito positivo. Traçamos algumas metas e conseguimos os bônus, que são as vagas nas competições nacionais. Com um calendário cheio no ano que vem vai permitir ao clube se planejar, montar um elenco competitivo e buscar coisas maiores”, afirmou o técnico Marcelo Caranhato, 40 anos.

Na profissão há quatro anos, Caranhato, que é de Cascavel, construiu sua carreira no futebol gaúcho e catarinense e pela primeira vez trabalhou no Paraná. O treinador revelou que o time se encorpou ao longo da competição e que a vaga na final escapou por pouco. “Não tivemos a eficiência para concluir as chances que criamos no Couto Pereira. O Coritiba teve as oportunidades e a qualidade deles definiu a classificação”. O Cianorte havia vencido a primeira partida por 1 a 0, no Albino Turbay, e perdeu a volta por 3 a 1, na capital.

Sobre a final do interior, Marcelo Caranhato afirmou que será preciso resgatar o lado emocional dos atletas, já que a confiança na vaga para a decisão era muito grande. “Mas, o trabalho continua da mesma forma e mesmo sendo um título simbólico é importante para o clube”, ressaltou.

Lucio Flávio Cruz

Locução em autódromo, estádio, rádio, tv, palestra, cerimonial, formatura. Pauteiro, repórter, produtor.

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