Aos 40 anos de idade, o meio-campista Leonardo Augusto Drugovich Valente, o Léo Maringá, anunciou a aposentadoria dos gramados. Jogador que mais vestiu a camisa do Maringá Futebol Clube, o filho do goleiro Wagner Valente, campeão paranaense pelo GEM em 1977, pendura as chuteiras após 17 anos em atividade.

“Em julho de 1995, ao lado do meu irmão Dadu, saía de casa para correr atrás de um sonho: me tornar jogador de futebol. Hoje, depois de 25 anos, posso olhar para trás orgulhoso e dizer: eu consegui!”, declarou Léo Maringá em postagem no Facebook.

Em toda sua carreira, Léo Maringá disputou mais de 400 jogos oficiais, marcando 64 gols. Pelo Maringá, além do vice-campeonato estadual em 2014, ele é bicampeão da Divisão de Acesso do Paranaense (2013 e 2017) e campeão da terceirona do estadual (2010).

Pelo Juventude, Léo venceu duas vezes a Copa Federação Gaúcha de Futebol (2011 e 2012). Pelo Brusque, em 2008, ele foi campeão da Copa SC, da Divisão Especial e da Recopa Sul-Brasileira. Pelo Londrina, após saída conturbada do MFC, o meia foi campeão do interior, no Paranaense, e conseguiu o acesso à Série C do Brasileiro.

Ao contrário da maioria dos jogadores brasileiros, o meio-campo não iniciou a carreira no Brasil. Foi no tradicional Cerro Porteño, do Paraguai, que Léo disputou sua primeira partida como jogador profissional, em 2001, ano em que se sagraria campeão paraguaio pelo Ciclón. Além do Paraguai, o jogador maringaense também teve passagens por Chile e Venezuela.

Jogador histórico do Maringá FC
Exímio cobrador de faltas, Léo Maringá fez história em sua cidade natal. Com 65 jogos, o meia é o atleta que mais vestiu a camisa do Maringá Futebol Clube. Capitão, ele foi o líder do nostálgico time de 2014, que conseguiu o incrível feito de chegar a uma final de Campeonato Paranaense apenas quatro anos depois da fundação do clube.
A história de Léo Maringá no MFC, porém, havia se iniciado já no ano de fundação (2010), quando o time ainda se chamava Grêmio Metropolitano. Naquele mesmo ano, Léo, improvisado na zaga e com a camisa 3, foi um dos grandes destaques da equipe que conseguiu o título da 3ª Divisão do Paranaense e o acesso à segundona. Após a terceirona, ele foi embora para o Cruzeiro-RS.

Três anos depois, porém, Léo Maringá voltaria ao clube que ajudou a “fundar” dentro das quatro linhas. E, mais uma vez, um acesso foi conquistado: desta vez, para a primeira divisão do Paranaense. O título da Divisão de Acesso veio com gol de falta de Léo no segundo jogo da final, diante do Prudentópolis, no Willie Davids.

Chegamos então ao ano de 2014. Junto com a primeira participação na elite do Paranaense, veio também a mudança de nome. O clube deixou de ser Metropolitano Maringá para se tornar Maringá FC, aumentando a identificação com a cidade.

Cotado para brigar na parte de baixo da tabela antes do campeonato, o Tricolor fez muito, mas muito mais do que isso. Os primeiros dois jogos já deram o aviso: o Maringá FC não estava para brincadeira. Primeiro, vitória por 2 a 1 sobre o Coritiba, no WD. Depois, triunfo por 1 a 0 sobre o Paraná Clube, na capital.
Com uma primeira fase surpreendente, o Maringá FC, que chegou à liderar a classificação entre a segunda e a quinta rodada, e depois na sétima, terminou na terceira colocação e se classificou para as quartas-de-final, quando enfrentaria o Prudentópolis.

Era o primeiro mata-mata do clube na elite estadual. Problema? Nenhum. No primeiro jogo, vitória por 4 a 3 na casa do adversário.
Em Maringá, nova vitória – desta vez por 1 a 0 – e classificação para a seminal.
O adversário da vez era o grande Coritiba. O Coxa, franco favorito, tinha no elenco jogadores como Alex, Keirrison, Robinho e Victor Ferraz. O que viesse era lucro para o Maringá FC.
E o lucro foi gigante. Na primeira partida, no WD, atuação memorável para mais de 14 mil pessoas assistirem. A vitória por 2 a 1 dava ao Tricolor a vantagem do empate no Alto da Glória. No fim do jogo, veio uma motivação extra: em entrevista ainda no gramado, o meia Robinho, do Coritiba, proferiu as seguintes palavras: “Vamos ver se eles vão aguentar lá (na capital)”.

Aguentaram. Mal sabia Robinho que aquele domingo, dia 30 de março, viria a ser o dia mais feliz da curta história do Maringá FC. Jogando no Couto Pereira, o time da Cidade Canção saiu na frente com Cristiano, já no segundo tempo. O gol de Luccas Claro, onze minutos depois, não estragou a festa maringaense. A classificação para a final estava garantida.
No primeiro jogo, em Londrina, resultado positivo: um 2 a 2 valioso trazia a decisão para Maringá. Desta vez, para a tristeza de toda uma cidade, o resultado não foi favorável ao Maringá FC. O empate em 1 a 1 no tempo normal levou a decisão para os pênaltis, e o Londrina venceu por 4 a 3.

Após o vice-campeonato estadual, Léo Maringá tomaria uma decisão que mancharia sua identificação com a torcida do MFC. O meio-campista foi jogar justo no Londrina, o maior rival. E pior: no embate entre as duas equipes no Paranaense de 2015, o volante marcou um golaço de falta e esbravejou na comemoração: “Quem manda aqui (no WD) sou eu”.

Portas fechadas para um retorno? Nada disso. Em 2017, com o time novamente na segunda divisão estadual, Léo Maringá foi novamente contratado pelo Maringá FC. Outra vez, ele ajudou o clube a ascender à primeira divisão. Com o título da segundona, Léo subiu no alambrado do Willie Davids e foi para a galera. Era o capítulo final da história.

Fonte: GMCOnline

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