Adversário do Atlético na estreia da Copa do Brasil, nesta quinta-feira (17), às 21h30, no Rio Grande do Sul, o Brasil de Pelotas tem perfil oposto ao do Furacão na condução do futebol.

O Xavante, como é conhecido, tem Rogério Zimmermann no comando do time desde agosto de 2012, ou seja, são três anos e meio com o mesmo treinador. Neste período, o Atlético já contou com nove técnicos diferentes no banco de reservas. Isso sem contar quatro interinos (veja a lista completa nesta página).

Em 2013, as duas equipes se enfrentaram nesta mesma fase do mata-mata nacional – o Furacão se classificou com duas vitórias. Daquele time, além do comandante, sete atletas seguem no elenco gaúcho. O Atlético tem quatro remanescentes: o goleiro Weverton, o lateral-direito Léo, o zagueiroCleberson e o volante Deivid.

“O tempo faz que tenhamos mais possibilidades de conquistar resultados e atingir objetivos. A cada temporada temos trocas, vamos ajustando o grupo, mas sempre mantendo uma base”, exalta Zimmermann, que levou o clube a dois acessos consecutivos: para a Série C do Brasileiro em 2014 e, no ano passado, para a Série B.

FICHA: Veja as prováveis escalações de Atlético e Brasil

A fase em 2016 não é das melhores. O Brasil-RS ocupa apenas a nona colocação no Campeonato Gaúcho, fora da área de classificação à próxima fase e apenas três pontos acima da zona de rebaixamento. Em nove jogos, são duas vitórias, cinco empates e duas derrotas. Apesar do aproveitamento ruim, não se cogita a queda do treinador.

A diretriz é oposta no futebol, mas fora de campo o clube gaúcho se espelha na equipe paranaense. O Brasil-RS tenta imitar o Atlético na forma de administrar o clube. A Arena da Baixada e o CT do Cajusão vistos como referências. O técnico ressalta a necessidade do Xavante se estruturar para crescer de maneira sustentável no cenário nacional.

“O clube já percebeu que para se manter em alta e ter ambições, precisa melhorar a estrutura. Você não vai ganhar eternamente, é normal a oscilação, mas a estrutura é justamente o que mantém o clube na falta de resultados”, afirma.

O time gaúcho iniciou, em janeiro, a reforma doEstádio Bento de Freitas, que deve ficar pronta em 2017, além da construção de um centro de treinamentos. “A distância entre o Atlético e o Brasil ainda é imensa, mas melhoramos muito”, exalta, na esperança de surpreender o Furacão dentro de campo nesta quinta.

ALTA ROTATIVIDADE

Confira quais foram os técnicos que passaram pelo Atlético nesses três anos e meio em que Rogério Zimmermann segue à frente do Brasil de Pelotas:

Ricardo Drubscky

junho/2012 a julho/2013 – 34 jogos, 19 vitórias, 10 empates, 5 derrotas

Alberto Valentim (interino)

julho/2013 – 1 jogo, 1 derrota

Vagner Mancini

julho a dezembro/2013 – 41 jogos, 20 vitórias, 12 empates, 9 derrotas

Miguel Ángel Portugal

janeiro a maio/2014 – 13 jogos, 5 vitórias, 2 empates, 6 derrotas

Leandro Ávila (interino)

maio/2014 – 4 jogos, 2 vitórias, 2 empates

Doriva

maio a agosto/2014 – 8 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 3 derrotas

Claudinei Oliveira

agosto/2014 a março/2015 – 24 jogos, 9 vitórias, 4 empates, 11 derrotas

Enderson Moreira

março a abril/2015 – 8 jogos, 3 vitórias, 3 empates, 2 derrotas

Milton Mendes

abril a setembro/2015 – 34 jogos, 16 vitórias, 5 empates, 13 derrotas

Sérgio Vieira (interino)

setembro/2015 – 2 jogos, 1 empate, 1 derrota

Cristóvão Borges

outubro/2015 a fevereiro/2016 – 20 jogos, 9 vitórias, 7 empates, 4 derrotas

Bruno Pivetti (intertino)

fevereiro/2016 – 2 jogos, 1 empate, 1 derrota

Paulo Autuori

março/2016 – 1 jogo, 1 vitória

Fonte: GAzetadoPovo

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