O técnico Tcheco bem que tentou. Mudou mais da metade do time do Coritiba, estreou reforços. Mas não foi desta vez que a torcida coxa-branca voltou a sorrir por último. Na reinauguração da “Caverna do Dragão” (como é popularmente conhecido o estádio Antônio Accioly, que foi reformado e ampliado), o Coxa voltou a repetir erros defensivos, produziu pouco no ataque e acabou derrotado por 1 a 0 na tarde deste sábado (18 de agosto) pelo Atlético Goianiense do técnico Claudio Tencati, ex-Londrina. Renato Kayser foi o autor do gol solitário, marcado aos nove minutos da etapa inicial.

Com mais uma derrota fora de casa, o Coritiba permanece na 10ª colocação, estacionado com 29 pontos. O G4, porém, começa a ficar mais distante: o Goiás, 4º colocado, venceu o Figueirense fora de casa (2 a 1) e abriu quatro pontos de distância para o time paranaense. Já o Dragão chega aos 34 pontos e ingressa no G4, subindo logo para a terceira colocação.

Para a próxima partida, o novo técnico do Coxa quase não terá tempo para trabalhar. É que o time volta a jogar na terça-feira (21 de agosto) contra o Criciúma, no Heriberto Hulse. O Atlético-GO joga no mesmo dia contra o Guarani, no Brinco de Ouro.

Escalações 

Buscando um novo rumo para que a equipe finalmente deslanche na temporada, Tcheco tratou de mudar mais de metade do time do Coritiba para o jogo em Goiás. O lateral-direito Rodrigo Ramos, o zagueiro Romércio (lesionado), o lateral-esquerdo William Matheus (suspenso), o volante Vitor Carvalho, o meia Thiago Lopes e o atacante Bruno Moraes, titulares na última rodada, ficaram de fora. Entraram no onze inicial: Carlos César (que, recuperado de lesão, finalmente fez sua estreia pelo clube), Thalisson Kelven, Alex Alves (improvisado na lateral-esquerda), Vinicius Kiss, Alisson Farias e Guilherme (contratado recentemente junto à Chapecoense). 

No Dragão, Claudio Tencati teve de lidar com a ausência de quatro jogadores, todos suspensos: os zagueiros Gilvan e Oliveira, o lateral-esquerdo Bruno Santos e o atacante Junior Brandão, artilheiro da Série B com nove gols em 17 jogos. Assim,Lucas Rocha, William Alves e Mascarenhas foram as novidades na linha defensiva, enquanto o jovem Denilson, de 20 anos, teve a missão de substituir o artilheiro goiano.

Primeiro tempo

Com um trio de zagueiros compondo a última linha, o Coritiba entrou em campo priorizando a marcação. A equipe se fechava em seu próprio campo e, quando tinha a bola, trocava poucos passes, jogando de forma mais direta, mais vertical.

A tentativa de criar uma “muralha alviverde”, porém, não deu certo. Logo aos nove minutos, após uma sequência de falhas defensivas (a mais crassa delas do lateral-direito Carlos César), Júlio César, ex-jogador do Paraná, cruzou na medida para Renato Kayser chegar batendo. Wilson chegou a tocar na bola, mas não evitou o gol.

Com a vantagem construída, o Atlético recuou, mas ainda se manteve confortável no jogo. O Coxa só foi levar perigo depois dos 30 minutos, em chutes de Uillian Correia e Guilherme Parede. O meio-campista, inclusive, foi quem teve de chamar o jogo e organizar o meio de campo alviverde.

Segundo tempo

Na etapa final, o time do Alto da Glória manteve o bom desempenho apresentado nos 15 minutos derradeiros do primeiro tempo. Aproveitando-se do fato de o adversário jogar mais recuado, com muitas ligações diretas, o Coritiba passou a ficar mais tempo com a posse de bola e tentou jogar no campo do Atlético. Mas faltava criatividade e objetividade (o maior problema do Coxa há pelo menos um ano e meio).

Na tentativa de melhorar o desempenho ofensivo da equipe, Tcheco sacou o lateral-direito Carlos César (aos 29 minutos), o zagueiro improvisado na lateral-esquerda Alex Alves (aos 20) e o meia Alisson Farias (aos 16). Entraram no time, respectivamente, o meia Jean Carlos, o lateral-esquerdo Abner e o meia Carlos Eduardo (que foi contratado recentemente junto após rescindir com o Paraná e fez sua estreia pelo novo clube).

Para conter o ímpeto coxa-branca, os jogadores do Dragão apostaram na “manha”, na famosa cera. E deu certo, até porque o deserto de ideias persistiu pelo lado alviverde, mesmo com as três alterações e os sete minutos de acréscimo dados pela arbitragem.

Números do jogo

Estatística: Atlético-GO x Coritiba
Posse de bola: 48,5% x 51,5%
Finalização certa: 3 x 2
Finalização errada: 9 x 6
Passes certos: 364 x 328
Passes errados: 35 x 29

Fonte: Footstats
ATLÉTICO-GO 0 CORITIBA

Atlético-GO: Jefferson; Jonathan, Lucas Rocha (Victor Oliveira), William Alves e Mascarenhas; Pedro Bambu (Fernandes), Rômulo e João Paulo; Júlio César, Denilson (Tomas Bastos) e Renato Kayzer. Técnico: Claudio Tencati
Coritiba: Wilson; Carlos César 
(Jean Carlos), Thalisson Kelven, Rafael Lima e Alex Alves (Abner); Uillian Correia, Vinicius Kiss, Guilherme Parede, Alisson Farias(Carlos Eduardo) e Guilherme; Jonatas Belusso. Técnico: Tcheco
Gol: Renato Kayser (9-1º)
Cartões amarelos: Carlos César (C); Renato Kayser (A)
Árbitro: Andrey da Silva E. Silva (PA)
Público total: 6.220
Renda: R$ 182.410,00 
Local: Estádio Antônio Accioly, em Goiânia, sábado (18 de agosto) às 16h30

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