A ansiedade por conquistar a primeira vitória no Brasileirão quase fez o Atlético botar o triunfo em cheque diante do Figueirense. Nos minutos finais da partida, em busca do gol que selaria o empate, os catarinenses encurralaram o Furacão em seu campo e chegaram até a acertar a trave do goleiro Weverton, com o relógio já nos acréscimos.

Segundo o técnico atleticano, Paulo Autuori, as situações de pressão no final de jogos, quando um time busca desesperadamente a igualdade, são comuns no futebol. Porém, o treinador acredita que seu time sentiu mais porque ainda não havia vencido na competição. “Quem trabalha com futebol já passou diversas vezes por isso. Essa ansiedade existiu, foi notória. A equipe jogou de novo para ganhar com facilidade, mas não conseguiu porque teve responsabilidade em permitir a pressão do adversário”, revelou.

De acordo com o comandante rubro-negro, o principal erro da equipe, e que permitiu o abafa do Figueirense, foi a saída de bola. Autuori enxerga que o Atlético foi responsável por facilitar a vida do Figueira. “A gente tinha a posse, errou e ofereceu a transição. O trabalho tem sido feito em função da construção de jogadas, mas não podemos oferecer oportunidades para o adversário”, afirmou, em referência aos erros de passe que resultaram nos contra-ataques do oponente.

Já o goleiro Weverton acredita que a partida teria sido mais tranquila se o time aproveitasse as chances que criou quando o placar marcava dois gols de vantagem para os donos da casa. “A gente estava mais próximo de fazer o terceiro que eles fazerem o primeiro. Em um descuido, eles fizeram o gol e o jogo acabou com essa pressão”, ressaltou.

COMO FOI

O Atlético fez valer o mando de campo e deu a primeira alegria para sua torcida nesse Brasileirão.

Diante do Figueirense, na Arena , o Furacão mandou no jogo, manteve a bola sob seu controle e venceu por 2 a 1, na noite deste sábado (28), com gols do atacante Ewandro e do zagueiro Thiago Heleno, ainda no primeiro tempo. O zagueiro Bruno Alves descontou para os catarinenses, na segunda etapa, mas a equipe de Florianópolis não teve forças para chegar ao empate. Ficou no quase. Aos 45 da etapa final, Guilherme Queiroz acertou uma bola no travessão, dando emoção ao duelo na Baixada.

Até aqui, o time rubro-negro havia somado duas derrotas e um empate, resultados que deixavam a equipe na lanterna. Os revezes foram longe de seus domínios, 4 a 0 para o Palmeiras em São Paulo e 2 a 1 para o Botafogo, em Juiz de Fora-MG. Já o empate, por 1 a 1 diante do Atlético-MG, na Arena.

Segundo o atacante Walter, o importante foi o resultado, já que a equipe tinha jogado bem mas ainda não havia conseguido os três pontos. “Tivemos chances para matar o jogo e não fizemos, acabamos tomando pressão no final. O mais importante é a vitória, o time foi bem nos últimos jogos mas não veio o result. Hoje, não jogamos tanto mas o resultado veio”, sentenciou.

O grande destaque da partida foi o atacante Ewandro. Além de marcar seu gol, que abriu o placar, o avante foi responsável pelas principais jogadas ofensivas da equipe. Com velocidade pelos lados do campo, não permitiu o apoio constante dos laterais Ayrton e Marquinhos Pedroso. Sem força pelos lados, o Figueirense pouco ameaçou e só chegou ao gol em jogada de escanteio, após erro de posicionamento dos zagueiros atleticanos.

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