Futsal: técnicos acreditam no retorno em breve

Futsal: técnicos acreditam no retorno em breve

A pandemia do novo coronavírus está preocupando os clubes de futsal da região Sudoeste do Paraná que disputam a Série Ouro do Campeonato Paranaense e a Liga Futsal Paraná (LFP). No caso de Pato e Marreco, tem também a Liga Nacional de Futsal (LNF). No caso do Dois Vizinhos, teria também a Copa do Brasil. Os treinadores das equipes se manifestaram em relação à possível volta do futsal em breve.


“A gente gostaria de estar falando de um assunto que temos um conhecimento maior, mas infelizmente hoje o grande assunto é a pandemia do Covid-19. Não tenho dúvidas que essa pandemia pegou todos de surpresa, aqui no Ampere Futsal não foi diferente, já perdemos alguns patrocínios por não ter competições. A diretoria nos passa que pediu à Federação o retorno da competição o quanto antes, a entidade diz que a Série Ouro pode ser [iniciada] somente em agosto, mas temos a esperança de voltar antes, precisamos voltar a trabalhar. Dispensamos vários jogadores para ficarem em casa e, quando tudo tiver normal, eles voltam para cá. Mas isso não pode demorar, porque senão pode prejudicar todos os clubes”, comenta Dalton Vieira, o Bacana, treinador do Ampere Futsal.


Serginho Schiochet, treinador do Marreco Futsal, afirma que “essa parada não é bom pra ninguém, falando da nossa área, pelo que as equipes já vinham fazendo. Nós começamos a temporada no dia 10 de fevereiro, mas muitos começaram a treinar em 15 de janeiro. Tudo o que já fizemos, principalmente na parte tática, essa parada já afetou. O lado financeiro neste momento é o que menos interessa, nós temos que nos preocupar com o bem-estar de todos, realmente preocupa demais, o contato existe, e dentro das orientações da saúde, precisamos evitar. Depois dessa parada, a gente não sabe o que vai acontecer. Estamos contando os dias para voltar, vamos estar propícios a lesões, precisamos estar atentos em relação a isso”.


O técnico do Palmas, André Carrinho Bueno, diz que “neste ano, montamos uma equipe jovem, como fizemos nos anos anteriores. Fizemos a estreia na Série Ouro em Cascavel e fomos derrotados, mas nossa equipe é competitiva e tem muito a melhorar. Teríamos várias competições pelo ano, Liga Paraná, Série Ouro, Jogos Abertos e Taça FPF. Esperamos que até junho ou julho as competições retornem. Estamos vendo os esforços da Federação e da Liga Paraná junto ao Governo do Estado, mas é algo que não depende de nós. A equipe de Palmas tem problemas financeiros pra fechar a sua folha de pagamento, os patrocinadores estão arcando com as despesas, mas a bilheteria de jogos seria um complemento da folha. Então tivemos que conversar com os atletas e fazer essa redução salarial. Esperamos que tenha um retorno o quanto antes para que não piore a situação”.


“Devido a essa pandemia, estou em Bebedouro (SP), junto à família, infelizmente não temos previsão de volta, alguns falam de julho, outros de agosto. É um momento muito difícil, vários óbitos, a gente lamenta muito, mas precisamos voltar ao trabalho, dependemos disso, muitas são as situações que estão acontecendo, muitas são as informações que nós temos, ficamos no aguardo. Está sendo prejudicial ao time, principalmente ao que têm pouco investimento. Estamos perdendo patrocínio, reduzindo salários, como todos os clubes. E se não avançar a competição, fica ainda mais difícil. Já surgiram boatos que a equipe de Dois Vizinhos possa pedir afastamento das competições, mas acreditamos na diretoria e nos patrocinadores para conseguir voltar”, comenta Fabinho Gomes, técnico do Dois Vizinhos.


“A gente está desde o dia 17 de março sem os trabalhos coletivos, estamos monitorando os treinamentos em casa. A comissão ficou desde a oportunidade em Pato Branco, mas alguns atletas foram para casa, ficar com suas famílias. A gente sabe que nesse momento a situação foge do alcance da Federação e da Liga, precisamos pensar na saúde das pessoas. Estamos no aguardo também, temos um presidente que é um ex-atleta (Luiz Sérgio Lavarda), sabe como é estar no nosso lugar. Eu acho que o esporte é um dos últimos setores a voltar ao normal, mas vai ter que ter um começo. Esperamos que no mês de agosto a gente volte a trabalhar, a jogar”, afirma Sérgio Lacerda, técnico do Pato Futsal.

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