Coritiba e Atlético fazem neste domingo (1º), às 16 horas, no estádio Couto Pereira, a primeira partida da final do Campeonato Paranaense. Os dois rivais têm em comum o fato de mandarem a campo equipes muito jovens. O Coritiba, por necessidade: em crise devido à queda para a Série B do Campeonato Brasileiro no ano passado, o clube promove um processo de renovação do elenco, apostando em muitos atletas da base. O Atlético, por política: alegando que o Estadual é deficitário técnica e financeiramente, o Furacão recorreu novamente a um time “alternativo”, cheio de jogadores jovens e/ou que não vinham sendo aproveitados.

Tirando esse ponto em comum, os rivais não poderiam chegar à final em momentos mais diferentes. Campeão da Taça Caio Júnior, o segundo turno do Paranaense, o Atlético ostenta a melhor campanha geral, com sete vitórias e quatro empates, contando apenas os jogos das fases classificatórias. Nos mata-matas, também não perdeu: foi eliminado pelo Rio Branco nos pênaltis na semifinal do primeiro turno, a Taça Dionísio Filho, e no segundo venceu Maringá e Londrina para chegar à decisão do Estadual. Dono do melhor ataque da competição (24 gols marcados), tem o artilheiro, Ederson, com oito bolas na rede.

O Coritiba se credenciou à decisão ao vencer a Taça Dionísio Filho, eliminando o Foz do Iguaçu nos pênaltis na semifinal e aplicando um 3 a 0 no Rio Branco na final. Porém, despencou no segundo turno: foi lanterna do grupo A, com uma vitória e quatro derrotas em cinco jogos. Na classificação geral, é apenas o sexto colocado, com 14 pontos, 11 a menos que o rival.

A final é a 18ª envolvendo os dois clubes em 94 anos em que disputam simultaneamente o torneio (o Coritiba foi fundado em 1909, e o Atlético, em 1924), que está na 104ª edição. Será a terceira vez seguida apenas nessa década, sedimentando o domínio dos dois maiores campeões do Paraná.

Em finais, a vantagem está nas mãos do Coritiba, o atual campeão. O clube alviverde derrotou o rival rubro-negro nas edições de 1941, 1968, 1972, 1978, 2004, 2008, 2012, 2013 e 2017, totalizando nove conquistas. Já os atleticanos levaram a melhor nos anos de 1943, 1945, 1983, 1990, 1998, 2000, 2005 e 2016, com oito títulos sobre o adversário.

Além das decisões, os dois clubes estiveram nas duas primeiras posições em outras sete ocasiões, sem finais. O Coritiba foi campeão em 1927, 1973, 1974, 2010 e 2011 tendo o Atlético como vice, situação que se inverteu em 1936 e 1970.

Inversão
A final deste ano inverte uma situação vivida em 2012. Naquele ano, o Coritiba estava na Série A e o Atlético na B nacional. Após dois empates, o time alviverde levou a melhor nos pênaltis. Em 2018, é o Coritiba quem disputará a B nacional, enquanto o Atlético está na elite do País. O regulamento dá apenas a vantagem do mando de campo no segundo jogo ao clube rubro-negro, pela melhor campanha no geral. Em caso de dois empates, a decisão será nos pênaltis.

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