A 9ª Maratona Internacional de Foz do Iguaçu conheceu, na manhã deste domingo (25), seu terceiro bicampeão. O queniano David Kiprotich Bowen, 31 anos, que havia vencido em 2012, ganhou pela segunda vez a competição, com o tempo de 2h20min40seg. No feminino, o Quênia também levou o ouro: Priscilla Lorchima ficou em primeiro com o tempo de 2h47min25seg.

“A maior dificuldade é a subida no final da prova, mas nossa equipe treina bastante esta condição”, diz David que já se compromete a participar da 10ª edição da maratona em 2017. Mas por que o Quênia sempre se dá bem em provas de longa distância? A resposta é fácil: treino. “Nós treinamos muito e quando você treina, você vence”, resume David.

A competição organizada pelo Sesc-PR reuniu mais de 2.500 atletas de todo o Brasil e do exterior, nas três modalidades: maratona individual, maratona de revezamento em duplas e a corrida de 11,5 km, feita inteiramente dentro do Parque Nacional do Iguaçu (PNI). A largada do pelotão de elite aconteceu às 6h30 no Mirante Central, dentro da usina hidrelétrica de Itaipu. Perto das 9h, os primeiros colocados cruzaram a linha de chegada, no Porto Canoas, no PNI.

“É uma prova sensacional que só acontece graças ao apoio da Itaipu Binacional, nossa parceira desde as primeiras maratonas”, afirmou o diretor regional do Sesc-PR, Dieter Lengning. “Não envolve só a parte esportiva, mas é um momento de congraçamento, de alegria, de apoio ao turismo. A maratona de Foz é especial devido ao local onde ela acontece e por ter esta dimensão internacional”, conclui.

Apesar da maratona, a visitação neste domingo foi mantida no PNI, com horário diferenciado. “Nossa preocupação é interferir o mínimo possível na experiência do visitante”, justifica o chefe do Parque Nacional do Iguaçu, Ivan Carlos Baptiston. “Para muitos, este pode ser um momento único de sua vida”. Segundo ele, a realização da prova exige os mesmos cuidados já existentes na rotina de visitas do parque.

A 9ª Maratona Internacional de Foz do Iguaçu Sesc PR é uma iniciativa do Sesc-PR, em parceria com a Itaipu Binacional e Prefeitura de Foz do Iguaçu, com apoio do Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Foz do Iguaçu e da Câmara da Mulher Empreendedora e Gestora de Negócios de Foz do Iguaçu, com patrocínio da Caixa Econômica Federal e promoção da RPC.

Tóquio 2020

O cadeirante Eduardo Aparecido de França, 39 anos, de São José dos Pinhais (PR), coleciona títulos em Foz do Iguaçu. Esta é a quinta edição que ele participa: foi duas vezes vice-campeão e, pela terceira vez consecutiva, ficou em primeiro lugar. “Faltou pouco para entrar na equipe brasileira da Paralimpíada do Rio de Janeiro”, conta Eduardo, que compete nas modalidades 100m, 200m e 10 mil metros. “Tenho quatro anos para treinar e representar o Brasil em Tóquio”.

Quase campeões

O vice-campeão masculino, o paulista Sérgio Celestino da Silva, 32 anos, credita seu bom desempenho ao treino forte da equipe do Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG). “É uma das equipes mais fortes do País”, defende. “A prova é sensacional, a paisagem é linda”. Sérgio completou a maratona em 2h20min48seg (apenas oito segundos atrás do campeão).

No feminino, a vice-campeã, Patrícia Fernanda Lobo, 33 anos, de Maringá (PR), já pensa na próxima competição. Patrícia, que terminou a prova em 2h53min06seg, promete melhorar o desempenho em 2017, na 10ª Maratona. “Ano que vem vou brigar pelo título, quero dar este orgulho para os paranaenses e brasileiros. Pode anotar aí”, garante. Está anotado.

Revezamento

A dupla do Paraná Wallace Dias Macedo, 24 anos, e Victor Gomes dos Santos, 19, levou a melhor na categoria revezamento masculino. “Eu recebi a prova em segundo colocado, mas consegui crescer o ritmo e alcançar a ponta no quilômetro 32”, explica Wallace. “A parte final é a mais difícil, tem uma subida que parece que não vai acabar nunca”, brinca o atleta que pretende participar da competição individual em 2017.

As curitibanas Liliane Azevedo, 32 anos, e Simone Zanini, 29, também participaram do revezamento. “É um percurso dificílimo, mas recuperador. O segredo é olhar não a prova como um todo, mas quilômetro por quilômetro”, diz Liliane, que fez a primeira parte da corrida, saindo de Itaipu.

Corrida dos 11,5 km

As amigas Rubia Rabelo Balena, 30 anos, e Camilia de Oliveira Pereira, 28, só queriam saber de aproveitar a paisagem quando passaram pelo mirante principal das Cataratas do Iguaçu. Participantes da corrida de 11,5 km, as paulistas estão acostumadas a correr, embora em outro cenário. “É uma prova bonita, a paisagem arrepiante. Temos contato com a natureza, bem diferente de correr em São Paulo”, conta Rubia. “Lá é tudo concreto”, complementa Camila.

A equipe da Pulsar Raining, empresa de assessoria para corredores de Belo Horizonte, também estava forte na corrida dos 11,5 km. Este ano, 35 atletas participaram da competição. “Viemos ano passado e fomos muito bem recebidos. Ano que vem estaremos de volta”, promete a treinadora Márcia Gonçalves.

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