O Coritiba derrubou a invencibilidade do Atlético-PR na temporada e largou na frente na decisão do Campeonato Paranaense. Jogando no Couto Pereira na tarde deste domingo (1º de abril), os comandados de Sandro Forner tiveram de se desdobrar na marcação para segurar o time de aspirantes treinado por Tiago Nunes. No final, vitória dos donos da casa por 1 a 0, gol marcado por Julio Rusch, de falta, ainda no primeiro tempo.

Agora, o Furacão (que soma 10 vitórias, oito empates e uma derrota em 2018) precisará de uma vitória por dois gols no próximo jogo, domingo que vem, na Arena da Baixada, para se sagrar campeão estadual. Ao Coxa basta o empate para ficar com a taça, enquanto uma vitória atleticana por um gol de saldo leva a decisão para os pênaltis.

Em toda a história, esta é a 18ª final Atletiba, que tem leve vantagem coritibana: o clube alviverde possui nove títulos sobre o maior rival, enquanto o rubro-negro tem oito. O Coritiba levou a melhor em um clássico decisivo nos anos de 1941, 68, 72, 78, 2004, 2009, 2012 e 2013 e 2017. Já o Atlético-PR superou o rival na finalíssima nas edições de 1943, 45, 83, 90, 98, 2000, 2005 e 2016.

ESCALAÇÕES

O técnico Sandro Forner montou o time coxa-branca com três mudanças em relação ao jogo contra o Cascavel (1 x 2): na zaga, Alan Costa perdeu posição para Thalisson Kelven, recuperado de lesão; no meio, Kady foi substituído por Thiago Lopes; no ataque, Alecsandro, com dores no joelho, foi poupado, dando oportunidade para Evandro.

No Atlético, Tiago Nunes fez apenas uma mudança em relação ao time que havia garantido no meio de semana o título da Taça Caio Júnior, com o experiente Pierre no lugar de Deivid, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. O volante de 36 anos, inclusive, foi o capitão atleticano no jogo.

PRIMEIRO TEMPO

Precisando fazer o resultado, uma vez que jogava em casa, o Coritiba adotou uma postura agressiva desde os primeiros minutos, marcando desde o campo de ataque e trabalhando demais defensivamente para neutralizar os pontos fortes do adversário, superior tecnicamente. O Atlético, por sua vez, trocava passes curtos e ficava mais tempo com a bola, mas tinha dificuldades em superar a pressão do adversário.

Chances de gol foram poucas. A primeira veio aos 20 minutos, com Ederson. Dois minutos depois, o Coxa respondeu e levou perigo com Evandro. Nos dois lances, brilharam as estrelas dos goleiros Wilson e Caio.

Foi a bola parada, porém, que acabou mudando o rumo do confronto. Aos 28 minutos, Pierre cometeu falta dura em Evandro na entrada da área. Julio Rusch foi para a cobrança e colocou a bola no ângulo: 1 a 0.

Depois do gol, a pressão, que parecia afetar mais o Coxa até então, mudou de lado. Nervoso, o Furacão passou a cometer faltas duras e a reclamar demais da arbitragem, deixando a partida mais picada, travada.

SEGUNDO TEMPO

Na etapa final, os visitantes adiantaram suas linhas para buscar o empate. Diego Ferreira e Renan Lodi avançavam com frequência, com Pierre fazendo uma espécie de terceiro zagueiro quando o time atacava. Com isso os pontas coritibanos, Pablo e Thiago Lopes, tinham de recuar para acompanhar os avanços dos laterais do Atlético.

Mas se adotava uma postura mais ofensiva, os visitantes também deixavam espaços para o adversário contra-atacar. Foi assim que o Coxa quase ampliou a vantagem primeiro com Pablo e depois com Thiago Lopes, aos 5 e aos 10 minutos.

A prioridade do alviverde, porém, era se defender. E isso a equipe soube fazer bem, com uma linha de seis jogadores a frente da área. Restava ao Atlético, então, tentar o famoso “chuveirinho”, que se mostrou inefetivo diante da falta de um atacante com maior poderio aéreo – basta recordar que o baixinho Ederson era a referência no ataque atleticano. A partida, então, perdeu em emoção, com o placar permanecendo inalterado.

FICHA TÉCNICA

Coritiba 1 x 0 Atlético

Coritiba: Wilson; Marcos Moser, Thalisson Kelven, Romércio e Léo Andrade; João Paulo, Galdezani (Vitor Carvalho) e Júlio Rusch (Wellington Simião); Pablo, Evandro (Guilherme Parede) e Thiago Lopes. Técnico: Sandro Forner
Atlético: Caio; Diego, Léo Pereira, Zé Ivaldo e Renan Lodi; Pierre, Bruno Guimarães e Matheus Anjos (Demethryus); João Pedro (Alex Apolinário), Marcinho (Yago) e Éderson. Técnico: Tiago Nunes
Gols: Julio Rusch (28-1°)
Cartões amarelos: Zé Ivaldo, Pierre, Bruno Guimarães, Léo Pereira (A); Matheus Galdezani, João Paulo (C)
Árbitro: Rafael Traci
Público: 9.577 pagantes (10.171 total)
Renda: R$ 390.610,00
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR), domingo (1º de abril) às 16 horas

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