Vencedor da Corrida de Duplas que abriu a temporada passada da Stock Car, Ricardo Maurício voltou a brilhar. Desta vez, ao lado do jovem e talentoso Guilherme Salas, o dono do carro #90 comemorou a pole-position conquistada na tarde deste sábado (5) em Curitiba. A dupla apostou no equilíbrio e conquistou boas voltas tanto com o titular, Maurício, como também com Salas. No regulamento que compreende a média de tempos entre titulares e convidados, a dupla  alcançou a pole-position, com Rubens Barrichello e Augusto Farfus em segundo lugar e Thiago Camilo e Lucas Di Grassi em terceiro.

Ao fim da classificação e durante a comemoração, Salas não escondeu as lágrimas de emoção pela conquista. Por sua vez, Maurício parte como favorito, uma vez que ele é detentor de nada menos do que quatro vitórias na Curitiba, que recebe pela última vez a Stock Car no domingo.

A corrida mais particular e com formato mais distinto de toda a temporada da Stock Car também teve um formato diferente de treino classificatório. Para a sessão deste sábado, os 64 pilotos foram em quatro grupos: seguindo a ordem final da temporada passada, os 16 titulares no Grupo 1, os 16 restantes no Grupo 2 , na mesma ordem dos titulares, os convidados, nos grupos 3 e 4. Cada grupo teve dez minutos de pista apenas. Os tempos de volta de titulares e convidados seriam somados e, quem tivesse a menor média, chegaria à pole.
O tempo de pista era bastante curto. O que, na prática, indicava que nenhum erro seria permitido. Outra preocupação dos pilotos estava no desgaste dos pneus, de modo que muitos optaram por apenas uma volta rápida nesta primeira fase da sessão em Curitiba, pensando justamente na média de tempos de volta.
O Grupo 1 foi marcado pelo equilíbrio, com os ponteiros sendo separados apenas por décimos. Ricardo Maurício pulou para a ponta, com Diego Nunes — em grande forma no fim de semana — vindo a apenas 0s036. Fraga aparecia em terceiro, sendo seguido por Cacá Bueno, Thiago Camilo, Rubens Barrichello, Max Wilson, Allam Khodair para então aparecer o campeão, Marcos Gomes, em nono.
Maurício chegou a anotar 1min19s022 e parecia ter o primeiro tempo provisório garantido. Mas aí veio Daniel Serra com a melhor marca do fim de semana até então: 1min18s973, sendo o único a andar abaixo de 1mi19s, se colocando na frente. A sequência dos dez primeiros teve Maurício, Camilo, Nunes, Barrichello, Fraga, Khodair, Cacá, Max Wilson e Gomes apenas em décimo.

Valdeno Brito e Átila Abreu, sempre fortes em classificação, ficaram para trás, em 13º e 14º, respectivamente, no G1. O paraibano, no entanto, criticou a postura de Átila por tê-lo atrapalhado em sua volta rápida. Átila disse que Valdeno ameaçou e “o chamou pra porrada”, o que foi prontamente negado por Brito em entrevista ao canal SporTV pouco depois. Átila substituiu Valdeno como piloto da A.Mattheis nesta temporada.

Pouco depois, foi a vez dos pilotos titulares do Grupo 2 ganharem a pista. E, mais uma vez, como em todo o fim de semana, ‘Bebu’ Girolami mostrou grande performance, exibindo uma rápida adaptação ao Stock Car da Carlos Alves. O argentino logo se colocou em décimo lugar em sua volta rápida. Em seguida, o argentino pulou para sexto ao anotar 1min19s178, só 0s205 atrás da marca de Serrinha. Estava claro que, diferente do G1, os pilotos do Grupo 2 buscaram um tempo maior de pista e, consequentemente, tiveram um desgaste maior dos pneus.

E Girolami foi o único do G2 a entrar no rol dos dez primeiros dentre os titulares na classificação. Bia Figueiredo marcou um bom 11º tempo, colocando Marcos Gomes apenas em 12º. Luciano Burti e Rafael Suzuki vieram na sequência, enquanto Ricardo Zonta completou a relação dos quinze melhores colocados. A partir de então, a missão ficava por conta dos pilotos convidados, o que deixava o desfecho da classificação bastante imprevisível.

A primeira grande volta do Grupo 3 foi de Lucas Di Grassi, que anotou 1min19s397 para se colocar na frente, com Augusto Farfus, conhecedor como poucos do Autódromo de Curitiba, vindo em segundo, 0s212 atrás. Destaque para a bela volta obtida pelo belga Maxime Martin, convidado de Valdeno Brito, que vinha provisoriamente em quarto.

Mas a experiência acabou falando mais alto, com dois pilotos de grande quilometragem na Stock Car se colocando na frente: Vitor Meira, convidado de Max Wilson no #65 da RC, anotou 1min19s288, apenas 0s018 mais rápido que Antonio Pizzonia, que competiu nos últimos anos como piloto da Mico’s. Sem a mesma experiência dos seus pares, Laurens Vanthoor, dupla de Ricardo Zonta, se posicionou em terceiro. Terceiro que virou quarto porque, em seguida, Farfus foi além, superou Meira por apenas 0s001 e colocou o #111 do titular Barrichello na frente.

De Farfus, primeiro na tabela de tempos, até Maxime Martin — seu colega de BMW no DTM —, em quinto, a diferença foi de apenas 0s050. Já os convidados de Cacá Bueno, Ricardo Sperafico, e de Felipe Fraga, o gêmeo Rodrigo Sperafico, registraram tempos parecidos, mas ficaram apenas em 12º e 13º dentre os 16 pilotos do grupo. Contudo, na média de tempos, a pole provisória era de Ricardo Maurício, que contou com o convidado Guilherme Salas para anotar 1min19s400 no G3.

A hora da verdade veio com os 16 pilotos do G4 na pista, que se apresentava bem mais quente naquele momento. Os melhores tempos desta última fase de classificação só começaram a aparecer nos minutos finais. Durante sua tentativa de volta rápida, Fabio Carbone acabou rodando seu carro #45 da Mico’s, mas sem maiores interrupções. César Ramos, convidado de Thiago Marques no carro #1 da RZ, foi o mais rápido do G4, mas longe, bem longe do tempo de Farfus: 0s556.

No fim das contas, valeu a melhor média estabelecida por Maurício e Salas, que comemoraram a primeira pole-position da temporada 2016 da Stock Car.

Fonte: Grande Premio

 

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