O Ramadã, mês de jejum entre os muçulmanos, o quarto entre os cinco pilares do Islã, algo pouco conhecido entre os

brasileiros, está se tornando mais comum entre as atletas que fazem parte da equipe de rendimento da Sadia. É que duas das ginastas que estão treinando em Toledo são muçulmanas e iniciaram neste mês de junho os 30 dias de jejum. As duas atletas, Rozanah Ghassani Nublah, 19 anos, e Sinta Ernawati, 24 anos, naturais da Indonésia, que participam de um intercâmbio técnico em Toledo, acordam cedo para as suas orações e o preparo da primeira refeição do dia. Ela é servida às 4h da manhã e reforçada, com carboidratos e outros alimentos. Depois, durante todo o dia, elas não colocam mais nada na boca. Nem sequer um gole de água, mesmo treinando normalmente. A próxima refeição será às 18h e poderá incluir frutas, iogurte e sucos, entre outros alimentos.

Para elas, acostumadas a este ritual uma vez por ano, desde os 8 anos de idade, o ramadã não é nenhum sacrifício. Ele é encarado como um período de preparação, que serve para enfrentar as dificuldades da vida. Se ultrapassarem este período, que deve ser seguido com determinação, sem tristezas ou reclamações, qualquer obstáculo da vida será transposto.

As duas atletas, que estão em Toledo desde março e devem ficar até o mês de julho, a cultura brasileira está sendo um aprendizado muito interessante. Acostumadas a temperaturas em torno de 30 graus, elas estranharam inicialmente o frio. Hoje, mais habituadas, agasalham-se melhor, inclusive com tênis e meia, coisa que não era comum nos primeiros dias, além de preferir o sol, quando possível, para aquecimento. A alimentação também é um pouco diferente. A pimenta faz parte do cardápio, que exclui a carne de porco. O que para os brasileiros representa apenas uma pitada na comida, dando um sabor extra, para elas é o tempero principal. Elas consomem pelo menos um vidro de pimenta por semana.

As duas atletas driblam a saudade de casa com conversas frequentes via internet e observaram que a cultura brasileira é bastante diferente da sua, incluindo desde a roupa usada pelas meninas. Ao contrário das brasileiras, as vestes cobrem praticamente todo o corpo. As duas ginastas acham o treino em Toledo, com a equipe da Sadia, bastante puxado, mas gostariam de poder voltar para novos intercâmbios, pelas oportunidades que estão tendo de melhorar a sua condição técnica e também pela experiência de conhecer mais a cultura brasileira.

O projeto de Ginástica Rítmica de Toledo, com 26 anos de atuação no município, é patrocinado pela Sadia, conta com as parceiras do Sesi, prefeitura de Toledo,  apoio da Unimed e  com o co–patrocínio de O Boticário, Sanepar e Prati-Donaduzzi, através de recursos  obtidos pela da Lei de Incentivo ao Esporte do Ministério do Esporte/Governo Federal.

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