O Atlético decide contra o Fluminense, nesta quarta-feira (20), às 21h45, em Juiz de Fora, o título da Primeira Liga. Em jogo não está apenas o fim do jejum de títulos do Rubro-Negro, que não conquista uma taça desde o Parananense de 2009, mas também o fim da seca para boa parte dos jogadores do Furacão.

O último do elenco a levantar um troféu foi Léo, campeão gaúcho de 2015 pelo Internacional. Tirando o lateral – que está suspenso da final – os títulos mais recentes de expressão nacional de atletas do grupo são de 2012, quando o zagueiroThiago Heleno conquistou a Copa do Brasil com o Palmeiras e o atacante Walterparticipou da campanha vitoriosa do Goiás na Série B.

FICHA TÉCNICA: confira as escalações e os destaques de Atlético e Fluminense para a final

Há ainda os que nunca gritaram “é campeão” em uma equipe profissional. É o caso dos dois pratas da casa do Atlético que serão titulares contra o Flu: o volante Otávioe o meia Marcos Guilherme.

A falta de conquistas incomoda o elenco. Capitão da equipe e um dos jogadores com mais tempo no clube – chegou em 2012 – o goleiro Weverton reconhece que precisa de uma taça para coroar a passagem pelo Furacão e consolidar a posição de ídolo da torcida.

“Eu, que estou aqui há mais tempo, venho dizendo que preciso de um título para ficar na história do clube. Espero que esta quarta possa ser um dia inesquecível com a conquista”, destaca o camisa 12, cujo último título foi a Série B de 2011, com a Portuguesa.

O goleiro ainda ressaltou que, após o fim da reforma da Arena da Baixada para a Copa de 2014 e com a estrutura oferecida pelo clube em seu centro de treinamentos, o Furacão precisa voltar ao caminho das conquistas. “O Atlético tem de estar sempre brigando por títulos. A gente sabe que o clube passou por uma reestruturação, foram alguns anos de dificuldade, mas a promessa era de que a gente ia disputar títulos em 2016, e isso vem acontecendo”, diz.

O técnico Paulo Autuori é outro que vive seca de conquistas. A última taça dele com um time brasileiro foi há mais de uma década, em 2005, quando faturou a Libertadores e o Mundial pelo São Paulo. Seus títulos mais recentes são duas Copas do Catar, com o Al-Ryyan, em 2010 e 2011.

O comandante rubro-negro alerta que a ansiedade pelo jejum não pode tomar conta do elenco e gerar uma cobrança ainda maior sobre os jogadores. “A gente espera que seja um grande jogo e que possamos sair felizes com um título para nossa torcida. Nossa preocupação é com o presente. Isso [jejum] não pode carregar nenhuma pressão a mais, nenhuma responsabilidade a mais”, analisa.

Fonte: GAzetadoPovo

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