Aposentadoria? Que nada. Essa palavra ainda nem passa pela cabeça do fixo Marcinho Forte. Aos 38 anos, o londrinense tem muitos planos para sua vitoriosa carreira. E o próximo desafio já está estabelecido. O jogador será a estrela do Apucarana na disputa da Série Prata do Campeonato Paranaense deste ano. Com o desmanche do time da UniFil, o londrinense gostaria de continuar defendendo um clube de sua cidade natal. Chegou a negociar com o Iate Clube, que vai jogar a Série Bronze do Estadual, mas não houve acordo.

“Infelizmente, o Iate não conseguiu parceiros para que eu pudesse ficar. Mas estou feliz, o projeto do Apucarana é muito legal, estão montando um elenco forte e a expectativa é muito boa. Estão pensando alto. Espero que a gente possa alcançar o objetivo, que é conseguir uma vaga na elite em 2017”, falou o jogador. Além dele, o Apucarana conta com outros dois veteranos do futsal paranaense e que fizeram parte da campanha que levou a UniFil à Série Ouro em 2015: oa pivôs Arrepiu e Thiago Alves.

Gás e motivação ele garante que não vão faltar. “Ano passado fui considerado pelos técnicos o melhor fixo do campeonato. Então quando vê que consegue ainda corresponder com você mesmo, e ainda recebe pelo teu esforço e trabalho a admiração, respeito e reconhecimento, fica difícil parar”, destacou.

Nos EUA
Respeitado na Itália como um dos maiores do futsal daquele país, o brasileiro naturalizado italiano pode sair do Brasil novamente com o mesmo objetivo de 14 anos atrás, quando chegou à Europa e ajudou a fortalecer a modalidade por lá. Dessa vez, o destino seria os Estados Unidos. Em fevereiro deste ano, Marcinho foi aos EUA a convite do amigo Everson Maciel, também londrinense que jogou com o fixo e que hoje mantém escolinhas de futsal Brasil CT Futsal e Everson Soccer,
em Woodbridge, no estado de Connecticutt, onde Forte ministrou aulas de futsal.

O capitão reforçou o time na disputa de um campeonato local e ajudou a classificar a equipe para a fase final, que será em junho, na Disney. E no que depender do desejo do londrinense, a passagem pelos EUA não vai parar por aí. “Fiquei chocado com as estruturas que eles têm à disposição. O potencial de crescimento é enorme. Agora sei por que conquistam tantas medalhas e possuem os melhores atletas. Jogar lá seria fechar com chave de ouro”, definiu o fixo.

O primeiro campeonato profissional de futsal em território americano será em 2017 e a liga local – Professional Futsal League (PFL) – negocia com alguns times de camisa, como Corinthians, Boca Juniors-ARG e Barcelona-ESP, para fortalecer o torneio. “Tudo que fazem fazem bem feito e fazer parte disso seria importante”, projetou.

Na Itália, o londrinense defendeu quatro clubes – Lazio, Peruggia, Montesilvano e Real Rieti – entre 2002 e 2014. Foi campeão italiano, da Copa da Itália e do europeu de clubes, em 2011, pelo Montesilvano, mesmo ano em que teve seu nome entre os cinco indicados a melhor jogador do mundo – Falcão foi o eleito. Na Azzurra, ele ficou oito anos, disputou três mundiais e teve 84 convocações.

Rafael Souza

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