Os pilotos da seleção brasileira de BMX estão em Londrina na reta final de preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Renato Rezende e Priscilla Carnaval estão treinando na nova pista de supercross, construída pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), ao lado do Autódromo Internacional Ayrton Senna.
A dupla embarca no próximo sábado para o Rio. O BMX será disputado entre quarta e sexta-feira na pista erguida na Arena de Deodoro. No masculino são 32 participantes, divididos em quatro chaves de oito ciclistas. Entre as mulheres são 16 competidoras.
Aos 25 anos, o carioca Renato Rezende vai para a sua segunda olimpíada. Em 2012, em Londres, o carioca perdeu a chance de chegar a final após sofrer uma queda e lesionar o ombro. O ciclista revelou que a preparação nos últimos quatro anos foi muito intensa e ele chega bem preparado para a disputa.
“Foi muito trabalho e dedicação. Minha expectativa é chegar na final, entre os oito melhores. No BMX tudo pode acontecer até pelo contato físico. Quero chegar inteiro para brigar por medalha”, frisou.
Já a paulista Priscilla, que tem 22 anos, estreia em Jogos Olímpicos e trabalha para segurar a ansiedade de correr em casa e ao lado da torcida. Há quatro anos, a representante brasileira nas Olimpíadas foi Squel Stein.
A preparação da dupla contou com um período de treinamento na Califórnia, nos Estados Unidos. “Esta fase foi bastante importante pela oportunidade de ter contato com as adversárias e sentir o nível delas”, revelou Priscilla. “As últimas competições têm mostrado um nível muito alto e um equilíbrio entre as ciclistas. Quem estiver melhor preparada, psicologicamente, na hora certa e no lugar certo leva a medalha”.
Para o técnico Daniel Jorge, os dois chegam em ótimas condições, mas o treinador preferiu diminuir a pressão por um lugar no pódio. “Não cobro o resultado em si. Espero que façam uma boa prova. O resultado, uma final, uma medalha é a consequência de um bom trabalho”, afirmou Jorge.
Todos na equipe de BMX esperam que o apoio da torcida brasileira seja um diferencial. “Tenho acompanhado várias competições e o torcedor tem feito a diferença. Espero poder usufruir de todo este clima”, relatou Rezende. “Temos trabalhado o lado psicológico para que o fator casa não se transforme em um excesso de responsabilidade e atrapalhe o desempenho”, afirmou o treinador.
O ciclismo do Brasil já participou destas Olimpíadas com Flávia Saraiva e Clemilda Fernandes na prova de Estrada. Flávia conseguiu o melhor resultado da história do ciclismo brasileiro em Jogos Olímpicos, com o sétimo lugar. Clemilda fechou em 51º.
Lucio Flávio Cruz

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