Série B: Coxa tropeça, mas resultados ajudam

A gordura que o Coritiba acumulou na luta pelo acesso na Série B do Campeonato Brasileiro está sendo queimada. Neste sábado (16 de outubro) a equipe comandada por Gustavo Morínigo visitou o Vasco em São Januário, em duelo válido pela 30ª rodada da Segunda Divisão. Vitória dos cariocas por 2 a 1, com gols de Germán Cano e Nenê, um em cada tempo; enquanto Léo Gamalho fez o gol do time paranaense, encerrando um jejum de cinco jogos sem balançar a rede.

O tropeço fora de casa marca a segunda derrota consecutiva do Coxa, que não sabe o que é vencer há quatro jogos (antes havia empatado duas partidas seguidas). Com 54 pontos, o time do Alto da Glória se sustenta na liderança da competição, com dois pontos de vantagem em relação ao Botafogo, segundo colocado, e cinco de vantagem em relação ao CRB, quinto lugar.

O Cruz-Maltino, por sua vez, chega aos 46 pontos e salta para o sexto lugar.

Na próxima rodada, na terça-feira (16/10), o Coritiba joga em casa, contra o Sampaio Corrêa, às 21h30. Já o Vasco só entra em campo no domingo (24/10), quando visita o Náutico no Aflitos, às 16 horas.

ESCALAÇÕES

Sem poder contar com os volantes Matheus Sales, com uma lesão no joelho, e Willian Farias, com quadro viral, Gustavo Morínigo apostou em Jhony Douglas e Val no meio de campo alviverde. A principal surpresa, porém, foi a aposta no jovem lateral-direito Matheus Alexandre, que entrou para jogar um pouco mais adiantado no campo, substituindo o experiente meia-atacante Rafinha.

No Vasco, uma única novidade no time de Fernando Diniz, no gol: o experiente Vanderlei, ídolo do Coritiba, foi barrado. Em seu lugar, Lucão ganhou a titularidade.

PRIMEIRO TEMPO: ataque contra defesa e uma falha fatal

Jogando em casa, o Vasco procurou jogar com a bola nos pés desde o começo da partida (chegou a ter mais de 70% da posse de bola), apresentando muita movimentação no ataque para tentar criar espaços. Bem posicionada e marcando forte, a defensa coxa-branca até segurou bem a pressão na maior parte do tempo, mas faltava ao time visitante mais velocidade e qualidade na articulação para levar algum perigo nos contra-ataques.

O gol vascaíno acabou saindo aos 18 minutos, na segunda oportunidade da partida, após uma bela trama entre Nenê e Gabriel Pec dentro da área, seguida por uma falha feia do goleiro Wilson, que acabou batendo roupa e entregando uma bola fatal nos pés de Cano, que não perdoou.

Sem ver sua equipe esboçar qualquer reação, Gustavo Morínigo tratou de mexer na equipe coxa-branca aos 37 minutos. Vendo que o jovem lateral-direito Matheus Alexandre não estava tendo o desempenho esperado atuando mais adiantado, o técnico paraguaio tratou de colocar o experiente Rafinha em campo no seu lugar.

RAFINHA DESABAFA: “Temos que jogar como líder”

Na saída para o intervalo, Rafinha foi parado pela repórter da televisão e questionado sobre o fato de ter iniciado o jogo no banco de reservas. Sua resposta foi surpreendentemente dura:

“Primeiro que nosso time entrou com uma estratégia de tentar se defender e ter oportunidades no contra-ataque no começo do jogo. Não aconteceu, acabamos sofrendo um gol e não tivemos praticamente nenhum contra-ataque. Aí ele [Morínigo] tentou, depois de ter sofrido o gol, tentou arrumar, jogar um pouco mais para frente, tentar jogar de igual para igual, como a gente tem de jogar. Nosso time é o líder do campeonato, a gente não pode ficar se defendendo. Nosso time tem de jogar de igual para igual. Respeitando a equipe do Vasco aqui no Rio, que é uma grande equipe, mas o líder do campeonato somos nós. Então, segundo tempo nós temos que jogar como líder”.

SEGUNDO TEMPO: Gol relâmpago e castigo (quase) imediato

Na volta para o segundo tempo, um gol relâmpago marcado logo aos 16 segundos deu ao Coritiba o empate, num lance em que o artilheiro Léo Gamalho, que não marcava há cinco jogos, se redimiu ao aproveitar uma falha feia do zagueiro Ricardo Graça.

A torcida coxa-branca, porém, nem teve tempo direito para comemorar a igualdade. É que logo aos dois minutos o atacante Nenê aproveitou uma sobra dentro da área alviverde para vencer o goleiro Wilson e balançar a rede. O meia-atacante comemorou, mas o bandeirinha assinalou inicialmente um impedimento. Lance polêmico, difícil, e o VAR (árbitro de vídeo) foi acionado. O jogo ficou quase cinco minutos paralisado até, finalmente, a confirmação do gol vascaíno.

Retomada a partida, mudanças no Coritiba. Aos dois minutos, Gustavo Bochecha substituiu Jhony Douglas. Aos 22, Waguininho, recuperado de lesão após 20 dias afastado, entrou no lugar de Robinho. Aos 37, o atacante Willian Alves ganhou uma chance na vaga de Igor Paixão.

No Vasco, a oxigenada na equipe de Fernando Diniz veio já na reta final do confronto. Aos 32 minutos, MT e Romulo substituíram Morato e Gabriel Pec, respectivamente. Aos 43, Léo Matos e Léo Jabá entraram nos lugares de Zeca e Nenê; e aos 54, já nos segundos finais da partida, Riqueime saiu para Válber entrar.

O Coxa ainda teve duas chances para buscar o empate, aos 26 (com Léo Gamalho) e aos 40 (com Natanael), mas não conseguiu aproveitar.

FICHA TÉCNICA

Vasco 2 x 1 Coritiba

Vasco: Lucão; Zeca (Léo Matos), Ricardo Graça, Leandro Castán e Riquelme (Válber); Bruno Gomes; Marquinhos Gabriel. Nenê (Léo Jabá), Gabriel Pec (Romulo) e Morato (MT); Germán Cano. Técnico: Fernando Diniz
Coritiba: Wilson; Natanael, Henrique, Luciano Castán e Guilherme Biro; Jhony Douglas (Gustavo Bochecha) e Val; Matheus Alexandre (Rafinha), Robinho (Waguininho) e Igor Paixão (Willian Alves); Léo Gamalho. Técnico: Gustavo Morínigo
Gols: Germán Cano (18-1º), Léo Gamalho (1-2º), Nenê (2-2º)
Cartões amarelos: Luciano Castán, Léo Gamalho (C); Marquinhos Gabriel, Ricardo Graça, Germán Cano (V)
Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), sábado (16/10) às 16h30

Locução em autódromo, estádio, rádio, tv, palestra, cerimonial, formatura. Pauteiro, repórter, produtor.

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