TKD: técnico paranaense assegura vagas em Tokyo

TKD: técnico paranaense assegura vagas em Tokyo

O Brasil conquistou mais duas vagas para as Paralímpiadas de Tóquio 2020. E o paranaense Rodrigo Ferla, esteve à frente da delegação, composta por três atletas. Ele é técnico da Seleção Brasileira de Parataekwondo e foi bolsista do Programa Geração Olímpica do Governo do Estado. O último torneio classificatório da modalidade foi realizado em Heredia, Costa Rica, e foi realizado na terça-feira, 10 de março.

Nathan Torquato disputou na categoria até 61 kg (classe K44), dedicada para atletas amputados de braço, e seguiu rumo a final. A luta foi contra o cubano Yandry Dreke e o resultado foi de 36 a 17 para o brasileiro. O lutador de apenas 19 anos levou a medalha de ouro e, de quebra, conquistou a vaga para a sua primeira paralimpíada. Enquanto isso, Silvana Fernandes competiu na modalidade até 58 kg e ganhou a final – e única partida realizada – da jamaicana Shauna Kay por 28 a 11 e também irá estrear na edição de Tóquio.

Ferla fala que o sentimento de conquistar essas vagas é reflexo de muito trabalho. “Quando recebi o convite, em outubro de 2017, não havia o departamento do parataekwondo. Colocamos uma meta e trabalhamos duro para atingi-las. Conseguimos ser campeões dos Jogos Parapan-americanos, conquistamos medalha de ouro no segundo mundial que participamos e agora essas classificações. Não tem como ser outro o sentimento a não ser de satisfação e felicidade”, conta o bolsista do Geração Olímpica.

O técnico diz que a conquista das vagas serve como fomento para a modalidade no Paraná. “O estado é o único do país que tem a modalidade como parte de jogos oficiais, como o Parajaps (Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná)”, finaliza o técnico da Seleção Brasileira de Parataekwondo.

O outro brasileiro participante do torneio foi Bruno Mota, que acabou perdendo a primeira partida (quartas de final) da categoria até 75 kg para o argentino Eduardo Samorano.

Os vencedores se juntam a paulista Débora Menezes e seguem rumo à Tóquio para representar o Brasil. Lá, o parataekwondo fará sua estreia no programa paralímpico e apenas atletas das categorias K43 e K44 – para atletas com comprometimento no membro superior – poderão participar.

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