O Paraná Clube empatou em 0 a 0 com o Paysandu, nessa terça-feira (dia 12) à noite, pela 16ª rodada da Série B, na Vila Capanema. Com o resultado, o time paranaense segue na 5ª colocação, com 25 pontos (dois atrás do 4º lugar, o Ceará), mas pode perder posições até o final da rodada, no sábado. A equipe do Pará está na 13ª posição, com 20 pontos.

O Paysandu virou a maior “muralha” da Série B. É o time há mais tempo sem sofrer gols no futebol brasileiro, com 10 partidas consecutivas (9 pela Série B e 1 pela Copa do Brasil). O time do Pará registrou seu 5º placar de 0 a 0 consecutivo.

O Paraná completou 6 partidas sem perder. No entanto, a equipe tem o 3º pior ataque como mandante, com apenas 6 gols marcados nas 8 partidas na Vila Capanema.

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DESEMPENHO
Na partida dessa terça-feira, o Paraná apresentou o mesmo problema desde o início do ano: não consegue ter boa produção ofensiva contra equipes retrancadas. O time da casa teve domínio do meio-campo e criou quatro chances. O destaque individual do jogo foi o goleiro Emerson, do Paysandu, com três defesas difíceis. Para completar, o centroavante Robert perdeu um gol feito no penúltimo minuto de jogo e revoltou a torcida do Paraná.

O Paraná teve 63% de posse de bola e 17 finalizações (5 certas). O Paysandu somou 9 finalizações (1 certa). Os dados são do Footstats.

TÉCNICO
Esse foi o 7º jogo do técnico Marcelo Martelotte no Paraná. Ele soma agora 3 vitórias, 3 empates e 1 derrota.

ESCALAÇÃO
O Paraná não tinha Fernandes, Anderson Uchôa e João Paulo. Recém-recuperados de lesões, Jean e Lucas Otávio começaram no banco. O esquema tático foi o mesmo 4-2-3-1 de sempre, com Basso e Murilo Rangel como volantes. A linha de três tinha Válber na direita, Nadson no centro e Robson na esquerda.

PRIMEIRO TEMPO
O gramado da Vila estava “pesado”, devido à forte chuva, o que dificultou os passes rápidos e os dribles. O jogo teve muitos erros e uso excessivo das bolas longas. O Paraná até levou algum perigo pela esquerda, com Rafael Carioca, Nadson e Robson. O lado direito, com Válber e Diego Tavares, pouco funcionou. O Paysandu incomodou em alguns contra-ataques.

SEGUNDO TEMPO
O jogo seguiu truncado no segundo tempo, com o Paysandu forte na marcação e o Paraná com dificuldades para criar. Na segunda etapa, porém, o time da casa passou a atacar bastante pela direita, com Diego Tavares.

Aos 25 do 2º, o volante Augusto Recife levou o 2º amarelo no jogo, ao derrubar Robson, e acabou expulso. Com um jogador a mais, o Paraná aumentou a pressão, mas o Paysandu se fechou ainda mais. As raras jogadas ofensivas do time da casa foram chutes de fora da área e cruzamentos.

MUDANÇAS
Aos 15 do 2º, a primeira substituição no Paraná, com a saída de Válber para a entrada do velocista Henrique. O esquema tático seguiu o mesmo. Aos 27 do 2º, logo após a expulsão de Augusto Recife, o Paraná colocou o centroavante Robert no lugar do meia Nadson. Aos 28 do 2º, o Paysandu reagiu, com a saída do meia Tiago Luís para a entrada do zagueiro Gualberto.

PARANÁ 0 x 0 PAYSANDU
Paraná: Marcos; Diego Tavares, Leandro Silva, Alisson e Rafael Carioca; Basso, Murilo Rangel, Nadson, Válber (Henrique) e Robson (Robert); Lúcio Flávio. Técnico: Marcelo Martelotte
Paysandu: Emerson; Edson Ratinho, Fernando Lombardi, Gilvan e Lucas; Augusto Recife, Ricardo Capanema (Domingues), Jhonnatan, Tiago Luís (Gualberto) e Mailson; Alexandro (Rafael Costa). Técnico: Gilmar Dal Pozzo
Expulsão: Augusto Recife (25-2º)
Cartões amarelos: Augusto Recife, Mailson, Lucas, Gilvan (Pay). Lúcio Flávio, Nadson (Paraná).
Árbitro: Luiz César de Oliveira Magalhães (CE)
Público: 2.303 pagantes (3.148 total)
Renda: R$ 42.865,00
Local: Vila Capanema, às 21 horas

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