A equipe de basquete em cadeira de rodas dos Tubarões/MM/Fundesp/LDPG entra em quadra no próximo final de semana, para buscar uma das vagas no quadrangular final da divisão A do Campeonato Paranaense. Com duas vitórias e uma derrota, obtidas na primeira etapa, em Cascavel, os ponta-grossenses precisam vencer pelo menos dois dos quatro compromissos que terão em Castro, entre os dias 15 e 17 próximos, para garantir presença entre os quatro melhores times da competição. Os treinamentos vem acontecendo no Ginásio Jamal Farjallah Bazzi, no Parque Ambiental, três vezes por semana. Na sexta-feira (15) os Tubarões enfrentam os donos da casa. No sábado (16) serão duas partidas. Às 14 horas contra Maringá, e às 17:30 contra Guarapuava. No domingo (17), o time comandado por Ben Hur Chiconato, reedita a final do paranaense de 2015, contra o Fênix, de Curitiba, fechando sua participação na primeira fase do estadual. Se classificar entre os quatro melhores nesta primeira etapa, os Tubarões terão a possibilidade de lutar pelo tetra-campeonato paranaense, feito que marcará a história da modalidade, pois, até o momento o representante local conquistou os três campeonatos oficiais, desde que a Federação Paranaense de Basquete em Cadeira de Rodas iniciou suas competições.
O treinador dos Tubarões/MM afirma que a tarefa não será fácil, pois os times estão nivelados. “Todos investiram, se não em equipamentos, na contratação de novos jogadores”, destaca Ben Hur. Ele cita como exemplo Cascavel, que trouxe seis jogadores de fora do estado para buscar um título inédito. Mesmo diante das dificuldades, os Tubarões esperam contar com o ingrediente superação, marca registrada nos últimos tempos, com o objetivo de levantar mais um título para a cidade.

 

EQUIPAMENTOS DEFASADOS PREOCUPAM O TÉCNICO

 

Ainda na esperança de conseguir uma empresa que patrocine a equipe através da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal, os Tubarões vão tentando manter a hegemonia no estado. Os últimos meses não tem sido nada fáceis. Com equipamentos praticamente sucateados, o time perdeu rendimento dentro de quadra. Além disso, a equipe não pode momentaneamente receber novos jogadores, pois não existem cadeiras especiais para tal. O grupo MM Mercadomóveis tem sido um fiel parceiro, mas o montante do patrocínio já não consegue mais sanar as questões de estrutura da equipe. A prefeitura de Ponta Grossa também tem colaborado, cedendo transporte para a disputa do estadual, mas, com limitações financeiras não repassou ainda a verba da Lei de Incentivo, que garantiria o pagamento de refeições da equipe. Para Ben Hur o quadro é preocupante. “De sensação do basquete em cadeira de rodas do Sul do Brasil, poderemos ser mais um time que fechará suas portas em 2017. Sem equipamentos e acessórios novos não há como treinar e nem formar novos jogadores. Certamente é um momento delicado, que não é cara dos nossos atletas, que se empenham em cada treino e competição, muitas vezes sem receber qualquer apoio financeiro. Infelizmente só de vontade não poderemos nos manter no cenário”, finalizou Chiconato.

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